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The Bane of Fear (Book)

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The Bane of Fear
TIBN-0008-0319-031905-TB04-2827
Aparência(s):
Red Square Book.gif

Falcon Bastion

(Preceptor Lazare's RoomMap (Colour).gif)

Autor: Desconhecido.
Gênero: Indefinido.
Localização: Isle of the Kings
Traduzido: Tick.png
Adicionado: 15.20.7a5cc9 (24 de novembro de 2025)

Tibian Book.gif    You read the following.
Original:

The Bane of Fear From the Ballads of the Fading Age, attributed to a Thaian Chronicler

Of all the ancient Wyrms, that plagued the caverns north of Thais, none commanded a terror so absolute as Myzareth. Her shadow, it was said, could break a hero's spirit faster than any mace or blade. Countless champions perished in her halls, and even more fled, forever marked by the sheer dread she instilled. Among the slain was Arion, a dragonslayer of proud lineage. His demise left his betrothed, the fair Lyra, heartbroken. Ignoring the pleas of the townspeople, who feared Myzareth's lair, Lyra returned again and again to the place of Arion's fall, carrying with her simple, wild-grown flowers from the grassy hills. It was a silent, defiant vigil of love, venturing as deep into the dragon's territory as her courage would permit. One day, as the monstrous Wyrm approached, Lyra noticed a peculiar thing. Where Myzareth's breath of flame usually blistered stone, it recoiled from the meek blossoms. More unsettlingly, a harsh, guttural sound, an awful coughing, escaped the dragon's throat as the scent reached her nostrils. Lyra realised her grief had armed her. She returned not with a sword, but with a mountain of the flowering stalks, a fragrant burden she could barely manage. When Myzareth descended, ready to burn the foolish mortal, Lyra hurled the fragrant mass directly into the dragon's gaping maw. A furious, phlegmy roar followed. The dragon writhed and gasped, her terrible breath reduced to weak, wheezing steam. Moving swiftly, Lyra used the rocky terrain and jagged stalagmites to box the distressed Wyrm in, trapping it in a nook as the scent-allergy crippled its senses. With the massive beast incapacitated by its own choking, Lyra did not charge, but instead drew her simple hunter's bow. From a safe distance, she began to loose arrow after arrow, targeting the dragon's unprotected underbelly and the soft folds beneath its wings. With relentless persistence, she rained countless shafts upon the helpless creature until its struggle ceased. Thus, the Terror of Thais met her end, felled not by a warrior's might, but by a woman's devotion, a simple flower, and the clever strategy of a ranged attack against an unexpectedly vulnerable foe. To this day, the flowers known as Lyra's Tears are said to ward off fear.

Tibian Book.gif    Você lê o seguinte.

Tradução:
O Flagelo do Medo Das Baladas da Era do Declínio, atribuídas a um Cronista Thaiano

De todos os Wyrms ancestrais que assolaram as cavernas ao norte de Thais, nenhum inspirava um terror tão absoluto quanto Myzareth. Dizia-se que sua sombra era capaz de quebrar o espírito de um herói mais rápido do que qualquer maça ou lâmina. Incontáveis campeões pereceram em seus salões, e ainda mais fugiram, marcados para sempre pelo pavor absoluto que ela incutia. Entre os mortos estava Arion, um matador de dragões de linhagem orgulhosa. Sua queda deixou sua noiva, a bela Lyra, com o coração despedaçado. Ignorando os apelos dos habitantes da cidade, que temiam o covil de Myzareth, Lyra retornou repetidas vezes ao local da queda de Arion, levando consigo flores simples, silvestres, colhidas nas colinas verdejantes. Era uma vigília silenciosa e desafiadora de amor, avançando cada vez mais fundo no território do dragão, até onde sua coragem permitia. Certo dia, quando o monstruoso Wyrm se aproximou, Lyra percebeu algo peculiar. Onde o sopro de chamas de Myzareth normalmente escaldava a pedra, ele recuava diante das frágeis flores. Mais perturbador ainda, um som áspero e gutural — uma tosse horrenda — escapou da garganta do dragão quando o aroma alcançou suas narinas. Lyra compreendeu então que sua dor a havia armado. Ela retornou não com uma espada, mas com uma montanha de hastes floridas, um fardo perfumado que mal conseguia carregar. Quando Myzareth desceu, pronta para incinerar a mortal imprudente, Lyra lançou a massa fragrante diretamente na goela escancarada do dragão. Seguiu-se um rugido furioso e carregado de catarro. O dragão contorceu-se e arfou, seu terrível sopro reduzido a um vapor fraco e sibilante. Agindo com rapidez, Lyra usou o terreno rochoso e as estalagmites irregulares para encurralar o Wyrm aflito, prendendo-o numa reentrância enquanto a alergia ao aroma debilitava seus sentidos. Com a besta colossal incapacitada pelo próprio sufocamento, Lyra não avançou em carga; em vez disso, empunhou seu simples arco de caçadora. A uma distância segura, passou a disparar flecha após flecha, mirando o ventre desprotegido do dragão e as dobras macias sob suas asas. Com persistência implacável, ela fez chover incontáveis projéteis sobre a criatura indefesa até que sua luta cessasse. Assim, o Terror de Thais encontrou seu fim — derrotada não pela força de um guerreiro, mas pela devoção de uma mulher, por uma flor singela e por uma estratégia astuta de combate à distância contra um inimigo inesperadamente vulnerável.

Até os dias de hoje, diz-se que as flores conhecidas como Lágrimas de Lyra afastam o medo.